Seja você o entrevistador, aqui no formspring.

Entrevista
concedida a Eliane Gonçalves (Revista Eletrônica
Elo de Amor, 2005)
Entrevista
concedida a Rodrigo de Souza Leão - SEOMARIO (Revista
Eletrônica Balacobaco, 2002)
Entrevista
concedida a Jorge Pasin (Revista Ponto de Vista, 2001)
Entrevista
concedida a Viviane Reis (site Retalhos, 2001)
Entrevista
concedida a Eliane Gonçalves
Revista Eletrônica Elo de Amor (http://www.portalcen.org/revistas/elo/008.htm),
2005
01- Como você se apresentaria? (Fale um pouco de
você)
Sou alguém
em busca... Em busca de si mesmo e de um contato maior
com o outro.
Como tenho tendências a ser tímido e falar
pouco ao vivo, é pela palavra escrita e pela internet
que me solto. Mas nem por aqui gosto de falar muito de
mim não, já estou exposto nos versos...
Vamos pra próxima pergunta? (risos)
02- Como você se tornou
um poeta ou escritor?
Primeiro, uma paixão
mal correspondida fez eu escrever um poema ruim na madrugada.
Depois, tentando aprender a fazer sites (webdesign), coloquei
o poema (e mais uns outros posteriores), por falta de
assunto, no ar. Aí, com o
retorno, os emails, o apoio de famílias e amigos,
comecei a acreditar que poderia ser poeta... Participei,
então, de vários concursos literários,
ganhei até bastantes deles, e acreditei mais um
pouquinho no meu escrever... Agora, com dois livros publicados,
e o site ainda no ar www.fabiorocha.com.br com uma média
de mais de 500 visitantes por dia, estou quase me achando
poeta. Mas basta ler um pouco de Quintana, por exemplo,
sua capacidade de síntese sem
perder a poesia, para eu colocar os pés mais no
chão.
03- O que é mais gratificante na arte de escrever?
Emocionar, inspirar
e fazer pensar.
04- Qual é o seu estilo literário?
Não sei...
Eu larguei a faculdade de Letras, não tenho conhecimento
suficiente pra me encaixar com certeza numa escola ou
estilo. Mas acho que estou nesse caos pós-moderno,
onde se pode escrever sonetos ou poemas de uma palavra,
onde todos os estilos se confundem e são nenhum
estilo ao mesmo tempo.
05- Algum poeta ou escritor o influenciou na arte
de escrever?
Sim. Tenho grande
influência de Quintana, Drummond, Bandeira, Pessoa
e Leminsky, principalmente. Fora da poesia, Machado de
Assis e qualquer livro sobre filosofia... Acho fundamental
ler para escrever. Leio muito. Sempre.
Ultimamente Nietzsche
tem sido uma influência também.
06- Para escrever, como vem sua inspiração?
Varia... A maior parte
das vezes o poema vem como desabafo, ou uma tentativa
de fazer um "retrato emocional" de mim mesmo.
Outras vezes surge junto com um pensamento filosófico.
Outras vezes basta ver a poesia de alguma situação.
Raramente eu sento e fico tentando escrever um poema do
nada, mas acontece também.
07- Qual foi o momento mais gratificante ao se tornar
um poeta ou escritor?
Difícil essa...Acho
que foi ser um dos vencedores do concurso "Poemas
no Ônibus" em Porto Alegre, e saber que meu
poema está sendo lido por uma média de um
milhão de pessoas por dia... Adoro ser lido.
08- É possível se sentir realizado como
poeta ou escritor?
Sim, claro! Não
financeiramente, como poeta, pois me parece uma missão
historicamente impossível... Mas eu me sinto realizado
a cada poema que acabo.
09- Você tem algum site pessoal? Blog? outros? (Fale
um pouco)
Sim, meu site pessoal
se chama "A Magia da Poesia", que é o
poema-título do meu primeiro livro (esgotado).
O endereço é www.fabiorocha.com.br. De lá,
podem acessar meu blog, fotolog, orkut, multiply e todas
essas maravilhas que a Língua Inglesa invasora
nos oferece. (risos)
10- A partir de qual momento você sentiu que
gostaria de abraçar esta arte literária?
Não sei dizer com certeza... Acho que desde o primeiro
poema eu não consegui parar mais.
11- Que "conselhos" você daria para
quem está iniciando a carreira literária?
Acredite em você e lute por aquilo que você
quer. Acho que os melhores conselhos pros poetas iniciantes
são os de Rilke, em "Cartas a um Jovem Poeta".
12- Quais são os seus dois maiores projetos pra
2005?
Na área da poesia, estou apenas tentando vender
o meu livro mais recente (Corte - uma coletânea
de 10 anos de poesia) através do site (a distribuição
em livrarias é pequena e apenas no Rio de Janeiro)
e escrevendo poemas no blog http://dabusca.blogspot.com,
que é como um livro online, só que cada
poema pode ser comentado pelo leitor. Sem grandes projetos.
13- Que poema você gostaria que fosse publicado
nessa entrevista?
Poderia dizer como
ele surgiu?
Ah, acho que o poema-título do livro novo... Ele
surgiu numa brincadeira com as palavras e as rimas, mas
acabou fazendo sentido. É uma crítica ao
ritmo de vida contemporâneo e descreve um pouco
o que é escrever poesia para mim. Aí vai:
CORTE
Tenho sorte.
Ao menos tento forte
(mesmo que não acerte)
fazer do ócio, arte.
O tempo curto –
corte.
Sem vida - morte.
( Fabio Rocha )
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Entrevista
concedida a Rodrigo de Souza Leão (SEOMARIO)
Revista Eletrônica Balacobaco (http://intermega.globo.com/seomario/index.htm),
2002
1. Em Drummond você diz: "Ser Pedra/Ou ser poeta". Por
que escolheu ser poeta?
(OBS: O nome do poema
é "Escolha", dedicado a Drummond, e é "Ser pedra ou poeta"
num só verso - o último)
Na verdade, não sinto que um belo dia decidi ser poeta...
Foi algo que começou meio por acidente, depois eu insisti
no erro e gradualmente cheguei a isso que sou hoje: nada,
uma pedra no caminho. Sempre gostei de fazer as pessoas
tropeçarem em suas certezas.
2.Qual influência tem de Quintana?
Acho que o que mais
aprendi com Quintana é que podia escrever de modo simples,
sem hermetismos, na linguagem e no conteúdo... E que um
pouco de ironia e humor não vão mal na poesia. Para mim,
a obra-prima dele é o "Poeminha do contra" (Todos estes
que aí estão / Atravancando o meu caminho, / Eles passarão.
/ Eu passarinho!). É belo, conciso, simples e com uma
mensagem forte.
3.Como foi ganhar o prêmio do site POEMAS AZUIS?
Sem dúvida foi o meu
prêmio mais importante, porque além de eu ter conseguido
o primeiro lugar, foi julgado por um poeta consagrado,
a quem aprecio muito, o Affonso Romano de Sant'Anna. Foi
uma satisfação dupla.
4.Quem é o poenauta brasileiro?
É o poeta vivo e atuante,
que consegue ser lido sem gastar um dinheirão. E, geralmente,
não se perde no hermetismo, que é quase a regra da poesia
não virtual contemporânea.
5.Qual poema seu personifica melhor a sua obra? Fale sobre.
Realmente não sei
responder a essa pergunta. Eu escrevo muito, quase um
poema por dia, e mudo muito também, juntamente com o que
escrevo... Hoje adoro um poema, amanhã acho horrível.
Aí fica difícil ter um poema único que consiga personificar
tudo o que escrevo.
6.Como é manter o site A MAGIA DA POESIA?
É um prazer tão grande
que vicia... É muito bom ter alguém me lendo,mandando
comentários e trocando idéias... Saber que é possível
emocionar pessoas, mesmo as muito distantes, é algo precioso.
A net é o melhor instrumento que conheço para isso. Um
livro editado custa muito caro, com público reduzido e,
pra completar, a distribuição em livrarias é uma droga.
Por isso acho que a internet é a mídia mais eficiente
para divulgar trabalhos escritos para autores novos. Pensando
nisso é que lancei o concurso de poesias do site, onde
o primeiro prêmio ganha uma página sob medida para divulgar
seus trabalhos, feita por mim mesmo.
7.Qual é a magia da poesia?
Misturar palavras,
rimas, imagens, lógica e emoção de modo diferente em cada
um que lê. O poema se transformar de leitor para leitor
é o que acho mais mágico na poesia.
8.Tem algum mote?
"Para ser grande,
sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada
coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada
lago a lua toda Brilha, porque alta vive." Ricardo Reis
(heterônimo de Fernando Pessoa) - 14/2/1933
9.Qual o aspecto mais importante dentro de um poema? Fale-me
de um aspecto teórico e um aspecto teórico ou não que
faça ou seja característica da sua poesia?
Para mim ainda
é o conteúdo o mais importante. Minha poesia não tem uma
base teórica, vai saindo. Às vezes dou uma aparada aqui
e ali, às vezes deixo como vem originalmente. Quem sabe,
se eu tiver sorte, anos após a minha morte, não haverá
teses de mestrado ou doutorado nas faculdades de Letras
do país explicando detalhadamente os porquês do que escrevo
hoje? :)
10.Qual o papel do escritor na sociedade?
Escrever de modo
a fazer o leitor sentir algo novo ou velho de modo diferente.
Emocioná-lo, chocá-lo, desafiá-lo, fazê-lo duvidar de
si mesmo e do mundo, inspirá-lo.
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Entrevista
concedida a Jorge Pasin
Revista Ponto de Vista (http://www.angelfire.com/ak2/RPV),
2001
Quando você descobriu que gostava de escrever? (com que
idade e/ou se houve algum fato marcante)
Não sei ao certo, desde muito novo tentava escrever histórias,
mas não gostava, nem insistia muito... Mas sempre fui
chegado à leitura. Depois de ler o "Drácula", de Bram
Stocker, em que toda a história é contada através de fragmentos
de diários dos personagens, cismei em escrever diários,
quase todo dia, por alguns anos. Desde então já gostava
de escrever. Até que um amor platônico fez sair um poema...
Mesmo eu nem ligando muito pra Literatura na época (era
o terceiro ano do segundo grau), saiu o primeiro (e terrível)
texto em verso. Mas a família gostou, e eu fui teimando
em melhorar, acabei fazendo o site... e assim fui gostando
mais e mais de escrever em verso. Não sei se melhorou,
mas dá mais prazer agora. :)
Você já esta se tornando um poeta relativamente conhecido
na internet (o site A Magia da Poesia - http://www.amagiadapoesia.hpg.com.br
- recebe cerca de 25.000 visitantes por mês). Além da
poesia, você também escreve contos. Mas qual dos dois
gêneros literários prefere?
Hoje em dia a poesia sai mil vezes mais fácil do que a
prosa... Pra fazer um conto eu tenho que sentar e me forçar
a escrever, pois raramente surge uma idéia completa. Por
isso tenho menos de dez. Já a poesia surge até em sonho,
no meio de aulas, no trânsito... Já perdi a conta do número
de poemas... Devem passar de mil. Para mim, a poesia é
mais fácil, mais numerosa e mais prazerosa. :)
Qual(is) seu escritor favorito? e o livro que mais
gostou de ler? tem algum livro de cabeceira?
Hmm... Meu escritor favorito oscila entre Manuel Bandeira,
Manoel de Barros e Drummond. Acho que hoje é Drummond,
amanhã não sei quem será... :) O livro que mais gostei
de ler? Essa eu acho difícil de responder. Associo muito
o livro com a fase em que estou vivendo quando leio o
livro. Às vezes pego um livro pra reler e acho muito melhor
do que antes, ou muito pior... Acho que é assim com todo
mundo, né? Bem, mas um livro marcante foi o "Livro Sobre
Nada", que minha mãe comprou para mim do nada e assim
descobri Manoel de Barros. Livro de cabeceira não tenho,
mas a pessoa que mais costumo ler e reler é Machado de
Assis. Seus contos, poemas e romances.
Uma mania que tenho (e não sei se é bom ou ruim) é ler
uns 3 ou 4 livros ao mesmo tempo, no mínimo. :) Misturando
poesia com prosa, fica melhor ainda.
Quando você abandonou o curso de letras, o que ficou aquém
do que você esperava?
Eu peguei a grade curricular, procurei matérias diretamente
ligadas a poesia, ou que pudessem ajudar a escrever, a
criar... Nada. Só achei legal a interpretação de poemas
em Literatura Brasileira, com o Eucanaã Ferraz. O resto
era para formar professores e não escritores. A não ser
que eu quisesse escrever em grego... :)
Além da Literatura, o que você gosta de fazer?
Adoro cinema, internet, vôlei na piscina, namorar (mas
anda difícil), computador, música (clássica, new age e
MPB principalmente), videogame, vento, viajar, fliperama
e ficar em casa... :)
Como você conheceu a Ponto de Vista?
Pois é, lembro que alguém me indicou o site, mas não sei
quem foi... Mas o importante é que gostei. ;)
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Entrevista
concedida a Viviane Reis
site Retalhos (http://www.retalhos.com.br), 2001
Quando você começou a escrever poesia? Como foi o primeiro
contato?
Em 1994, meu primeiro poema foi para um amor platônico.
Hoje acho bem ruim esse poema, mas foi dali que comecei
a gostar de escrever em verso.
Qual o significado que ela tem para você?
A poesia? É uma válvula de escape, um meio de se expressar
sem amarras, um prazer e um vício saudável. Acho que hoje
em dia não consigo mais parar de escrever poemas.
Os jovens estão cada vez mais contemporâneos, adotando
novas práticas, hábitos e costumes. Você acha que a poesia
combina com essas novas mentes, com esses novos tempos
frenéticos de bits e bytes?
Acho que a poesia está em tudo. O negócio é saber procurar.
A internet é a única mídia que ainda pode ser explorada
pelos "menores", por quem está começando, em qualquer
forma de arte. Para mim, essa é a sua principal vantagem.
Além disso, é graças a ela que eu troco críticas com um
grupo de poetas de todo o Brasil (por email, o "Projeto
Poemas"), tenho um site com meus poemas e livros e estou
sempre em contato com ótimos escritores, jovens ou não,
que só podem ser apreciados pela net, infelizmente. Sou
suspeito para falar dela.
Como é seu processo de criação? O que te inspira hoje
a escrever?
Não sou totalmente "inspirado" nem totalmente "construtor"
de versos. Às vezes acordo no meio da noite com poemas
prontos, às vezes no meio de aulas ou em qualquer outra
situação aparecem versos... E se eu não escrever na mesma
hora, depois não lembro mais. Às vezes eu sento no micro
e fico até escrever um poema. Tento fugir dos temas muito
desgastados, como amor, por exemplo... Todos os grandes
poetas já falaram de maneira tão perfeita sobre ele que
evito ao máximo. Mas quando não dá tento abordá-lo de
formas novas, sob novos prismas.
Cursos de interpretação teatral de poesia, grupos como
"Ver o Verso" e "Cep:20.000" e a Internet que facilita
a publicação. Com tudo isso, você acha que a poesia está
em alta entre os jovens?
Pelo meu convívio com amigos e nas faculdades, a poesia
não está tão em alta assim. Nem para os adultos, aliás.
Basta procurar em qualquer livraria a seção de poesia
que se nota isso. Está sempre escondida, perto do chão,
com poucos livros... Não vende. O brasileiro lê pouco.
Poesia? Menos ainda. Acho que a net e esses grupos reúnem
as raras pessoas que se interessam por poesia. E, mesmo
assim, muitas delas gostam de escrever e declamar, mas
não de ler - o que é algo trágico.
Você publicou o livro "A Magia da Poesia" que derivou
de um site, certo?
Exatamente.
Então, foi um processo ao contrário. Primeiro você publicou
na internet e depois virou livro. A rede te ajudou em
algum sentido? Explique um pouquinho como foi esse processo.
Bem, tudo começou com o site. Coloquei um poema, vi que
o pessoal gostou, coloquei outros, fui ampliando e foi
dando certo. Me animei a participar de concursos, tive
boas colocações, coloquei novas seções na página e a editora
entrou em contato comigo.
Foi fácil publicar o livro? Se não foi, quais os entraves
que você passou nesse processo? Ele foi publicado por
conta própria, você arcando com as despesas ou não? E
sobre as vendas do livro, deu algum retorno?
Bem, até que foi fácil publicar, apesar de alguns problemas
com a editora, tudo deu certo no final. Não foi publicado
por minha conta não, a "Papel & Virtual" tem um sistema
próprio e inovador, mas o livro só fica a venda pela internet.
E acho que o público ainda não confia muito em compras
pela net, muito menos em editoras não muito conhecidas...
Ou seja, em relação ao número de visitantes do meu site,
acho que vendeu muito pouco o livro.
Além do "A Magia da Poesia" você publicou no seu site
dois e-books: "Tudo pelos ares" e " Na medida do possível".
Acha que a internet pode ser uma saída para jovens autores
e novos talentos? Você vai publicar esses dois e-books?
Meu ebook "Tudo Pelos Ares", que é grátis na minha página,
ao contrário do "A Magia da Poesia", já foi lido por mais
de mil pessoas, o que me deixa totalmente realizado. Acho
que o caminho é a rede mesmo. Até as grandes editoras,
em se tratando de poesia, em geral são péssimas na distribuição.
Porém não descarto a possibilidade de publicar esses dois
livros pelo método mais tradicional, pois há ainda um
público que não se atinge pela net. Mas a maioria das
grandes editoras não aceita nem receber livros de poemas
de novos autores. Por isso, acho que para os poetas iniciantes,
a net é o melhor caminho.
Sobre a receptividade do seu trabalho. Os jovens se interessam
por ele, pelo livro e pelo site?
Sim, meus leitores, em sua maioria, estão acima dos 30,
mas muitos jovens lêem meus contos e poemas também.
Você lê muita poesia? Quem é seu autor preferido?
Li e leio muito sobre tudo. De Machado de Assis a Teixeira
Coelho. Adoro ler e acho que qualquer pessoa que pretende
seguir a carreira de escritor tem que ler. Poesia inclusive.
Alguns dos meu poetas preferidos são Drummond, Bandeira,
Quintana, Pessoa e Manoel de Barros.
Fabio, se quiser comentar algo que não esteja citado acima,
sinta-se livre...
Acho que está bom. :) Foi um prazer!
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